Soltando os Cachorros

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Três escritoras falam da vida, do amor, das relações, da dor, do país, do mundo. Conversa de mulheres. Mulheres que desafiaram Rodrigo Murat a possibilitar-lhes esse belo diálogo.

“Se teu canto é bonito, cuida que não seja um grito”. Hilda Hist

“Eu apenas tenho a minha verdade amalgamada à carne como meu espírito”. Cassandra Rios

“O mata-borrão da saudade chupa todo o mau hálito das lembranças”. Marisa Raja Gabaglia

Soltando os Cachorros pretende, de maneira lírica e divertida, resgatar, sob formato de recital classudo, a alma e a verve destas três grandes escritoras do século XX. Mulheres que atravessaram os anos de chumbo e de flores psicodélicas ingerindo pedra e regurgitando poesia. Poemas, crônicas, aforismos, diálogos e pensatas formam a lava deste espetáculo.

A ideia é entrelaçar as três autoras em textos que vão do desbocado ao sublime e que tratam de amor, sexo, política, separação, pátria, nascimento e morte. A presença da musicista serve para pontuar a cena, dialogar com as atrizes que, ora contracenam entre si, ora monologam para o público, estreitando laços, estabelecendo cumplicidades.

Hilda, Cassandra, Marisa. A uni-las, o fato de serem mulheres, malditas e de terem morrido todas nos verdes anos do século que se inicia. Cassandra em 2002, Marisa em 2003, Hilda em 2004.

E por que malditas? Porque deram asas à imaginação, soltaram os cachorros e quiseram cantar de galo num terreiro onde deviam se contentar em ser apenas fêmeas. Não à toa, um dos livros que reúne crônicas de Marisa chama-se “Milho pra galinha, Mariquinha”.

Cassandra foi a vida inteira perseguida pela própria máscara. A tal ponto ia sua auto-censura que ela própria impedia sua mãe de ler seus livros.

Hilda foi taxada de pornográfica e vendida quando enveredou por tintas mais pornográficas em livros “O Caderno Rosa de Lóri Lambi” e “A Obscena Senhora D.” Logo ela que defendia a idéia de que o sexo sem amor não faz o menor sentido, é mera coreografia e repetição de gestos.

Marisa sentiu na pele o preconceito ao viver um romance o cirurgião plástico Hosmany Ramos, preso e condenado seis meses depois do início do romance por assassinato, roubo e tráfico de drogas. Da experiência, ela escreveria o livro “Meu Amor Bandido”.

Enfim, três mulheres altas, arianas e necessárias a palmilhar o caminho árido da literatura.

Textos: Hilda Hilst, Marisa Raja Gabaglia e Cassandra Rios
Roteiro: Rodrigo Murat
Idealização e Produção: Jô Santana
Direção: Angela Barros
Elenco: Lavínia Pannunzio, Letícia Teixeira e Lílian de Lima
Figurino Cássio Brasil
Cenário: Vera Oliveira
Iluminação: Domingos Quintiliano
Música Original: Daniel Maia
Fotografia: Lenise Pinheiro
Assessoria de Imprensa: Paulo de Simone
Programação Visual: Marcelo Menequeli
Produtora Intercâmbio Cultural: Creusa Borges
Visagismo: Antonio Carlos Araujo
Administração do espetáculo: André Lama
Operação de Som e Luz: Roberto Mello
Assistente de Produção: Ivani Ollier
Administração Geral: Ailson Barros
Realização: Cia. Fato de Teatro

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